Há pessoas que acreditam que criar um negócio do zero não é tão difícil. Outras têm medo de arriscar porque sabem das dificuldades que encontrarão no caminho. O Paulo, da BN Coffee sabia que era difícil e decidiu arriscar mesmo assim. E ele enfrentou uma dificuldade comum que poucas pessoas conhecem (até passar por ela).

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Conheça o Paulo, o empreendedor

Quem nunca sonhou em ter independência, ser livre de patrão e construir algo somente seu? O Paulo Vieira da BN Coffee tinha esse sonho. Ele sempre foi um rapaz competente. Em todas as empresas que trabalhou se dedicava ao máximo, mas assim como muitos outros funcionários, ele não tinha o reconhecimento que tanto desejava. E isso o deixava desanimado, por vezes até mesmo frustrado!

Assim como muita gente, ele ansiava por crescer profissionalmente, ser reconhecido e claro, ter sucesso e dinheiro no bolso. Naquela época, talvez ele ainda não soubesse disso, mas ele tinha dentro de si um espírito empreendedor. Ele até pensou em abrir o próprio negócio inúmeras vezes. Mas tinha muita coisa acontecendo, entre eles a falta de investimentos e até mesmo a falta de apoio.

Mas os sonhos sempre falam mais alto e para todo empreendedor a vontade de realizá-los é bem maior do que os medos. Nesse momento aconteceu uma coisa que ele não esperava e finalmente, a luz brilhou! Com a possibilidade de formalizar o seu negócio através de uma MEI, ele compreendeu que finalmente poderia abrir sua própria empresa, mesmo com pouco investimento. E o melhor de tudo: finalmente ele seria reconhecido por seu trabalho!

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Melhor de Minas e a recessão dos laticínios

A euforia tomava conta, mas ele planejou cada passo que iria dar. Afinal, era seu futuro que estava em jogo. Paulo abriu sua MEI, tornando-se um Micro Empreendedor Individual e finalmente a Melhor de Minas nasceu! Uma empresa especializada na fabricação do tradicional e saboroso pão de queijo! O produto foi um sucesso! As vendas estavam boas, a marca estava ganhando o mercado e reconhecimento merecido. E, quando tudo ia muito bem, Paulo enfrentou o seu primeiro desafio: a recessão dos laticínios.

Durante o período de recessão dos laticínios, o preço dos derivados do leite subiu consideravelmente. Isso afetou o empreendedor, afinal, para produzir o seu produto ele precisa dos laticínios. Estava difícil encontrar insumo de qualidade e com bom preço, o que acabou aumentando o valor final do seu pão de queijo, prejudicando suas vendas.

Para acalmar e tentar pensar em uma solução, Paulo logo corria para sua paixão: tomar café. Mas não era qualquer café! Ele gostava dos cafés goumerts, espressos e até cappuccino. Como um bom amante do café, ele sempre optava pelos melhores da cidade. Mas a recessão também acabou prejudicando esse hábito que não custava tão barato.

Com o preço elevado dos laticínios e a baixa das vendas do seu pão de queijo, Paulo precisou segurar as pontas e cortar alguns gastos. Para sua tristeza, um deles foi o hábito de tomar o café nas cafeterias. Foi aí que ele começou a se arriscar mais e tentar fazer o seu próprio café gourmet.

É hora de desistir?

Foram meses tentando criar a receita perfeita e, após 4 meses de tentativas, finalmente ele conseguiu o seu creme de café com textura e sabor ideais! E como a bebida combina com pão de queijo, logo ele passou a servi-lo para amigos e familiares que iam visitá-los. Em um desses momentos entre amigos, alguém lhe fez a seguinte pergunta: “onde você comprou esse creme de café?”. Foi o insight que faltava para dar a volta por cima.

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Sua empresa começou a ter um rumo novo. Já que o café combinava tanto com o pão de queijo, por que não mandar um potinho para seus clientes experimentarem? Dito e feito! A cada encomenda de pão de queijo, ele enviava junto um potinho de plástico do seu próprio creme de café. E o resultado? O telefone não parou de tocar com mais pedidos… de creme café!

Os pedidos foram aumentando. Aumentando e aumentando! Era arriscado demais largar a fabricação de pão e queijo, já que sua marca era reconhecida por esse produto e a situação dos laticínios já estava melhor. Mas a vontade de vencer continuava sendo maior. E lá foi Paulo se arriscar novamente. Ele deixou o pão de queijo de lado e investiu tudo o que tinha em seu creme de café.

Profissionalizou a produção e conseguiu aumentá-la. Ele também mudou a embalagem, começando a utilizar vidros, que podiam ser mais bem higienizados e tinham uma vedação perfeita. Também investiu em identidade visual e criou rótulos. Seu produto deixou de ser apenas para poucos conhecidos e começou a ser vendido por toda a região que ele morava. Mas como a vida de empreendedor não é nada fácil, ele se viu diante de outro desafio que mudaria tudo.

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Paulo precisava mudar sua marca. Afinal, ele não iria mais trabalhar com pão de queijo e sim creme de café. Foi aí que nasceu a Coffee Minas Gourmet. Depois de criar a nova marca e começar a trabalhar com ela, descobriu que a marca Coffee Minas Gourmet já tinha registro no INPI. Oficialmente, a marca não era dele. E isso significava que ele precisava trocar toda sua identidade visual. Ele precisaria criar uma nova marca para poder vender seu creme de café. Depois de tantos desafios, depois de tantas conquistas, ele não podia desistir.

Foi aí que surgiu a BN Coffee. A marca do creme de café criada por um sonhador e amante da bebida. O seu produto hoje faz parte da vida de muitas pessoas. Muitas famílias sentam à mesa para tomar café. E Paulo conseguiu o que tanto almejou sua vida inteira: ser reconhecido.

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Depois de tanta luta, tombos e de se reerguer diante de uma crise, ele não podia deixar seu maior patrimônio desprotegido. Paulo já registrou a marca BN Coffee e ninguém poderá copiá-la.

O crescimento da BN Coffee e a força de vontade do Paulo não pararam por ai. Hoje, em outubro de 2018 enquanto escrevemos esse texto, a BN Coffee já está expandindo seus horizontes e abrindo campo para vendas. Em uma nova iniciativa o Paulo está habilitando revendedores de seus produtos no estado de Minas Gerais.

A ideia obviamente é crescer cada vez mais e atender outros estados. Quem sabe uma operação de franquia?

Ser empreendedor é isso. É não acomodar-se. É sentir-se incomodado o tempo todo e buscar mais. Essa é a história do Paulo.

E você, qual sua história? Que história te inspira?

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